
-
Cuba aposta na energia solar para tentar sair da crise energética
-
'Já explodi sua escola': extorsão aterroriza escolas peruanas
-
Exército israelense inicia nova ofensiva terrestre na Cidade de Gaza
-
Atletas muçulmanas temem proibição do véu em competições na França
-
China anuncia tarifas recíprocas aos Estados Unidos e agrava crise dos mercados
-
Rato no Camboja estabelece recorde de detecção de minas
-
Papa Francisco está melhor e Vaticano sugere possibilidade de aparição pública no domingo
-
Cientistas realizam necrópsia em Yana, uma filhote de mamute de 130.000 anos
-
Milei disse que mudará a legislação argentina para amenizar tarifas de Trump
-
Trump apresenta primeiro visto 'gold card' de US$ 5 milhões
-
Bombardeio de Israel mata comandante do Hamas no Líbano
-
Bolsas prosseguem em queda após anúncio de tarifas de Trump
-
Tribunal Constitucional da Coreia do Sul confirma impeachment do presidente Yoon
-
Flamengo vence Deportivo Táchira (1-0) em estreia na Libertadores
-
Ataques russos deixam três mortos na Ucrânia
-
STF flexibiliza normas contra letalidade policial em favelas do Rio
-
Bahia e Internacional empatam (1-1) na primeira rodada da Libertadores
-
Palmeiras sofre, mas vence Sporting Cristal (3-2) em estreia na Libertadores
-
Acnudh denuncia possível 'crime de guerra' israelense por morte de 15 socorristas em Gaza
-
Modelo original de "E.T.: O Extraterrestre" fica sem comprador em leilão
-
Bruce Springsteen vai lançar sete álbuns com músicas inéditas em junho
-
Fluminense anuncia contratação de Renato Gaúcho
-
Chelsea vence Tottenham e recupera 4ª posição no Inglês
-
ONU lança movimento para pôr fim às guerras
-
Barcelona recebe sinal verde para ter Dani Olmo até o final da temporada
-
Tom Cruise presta homenagem ao 'querido amigo' Val Kilmer
-
Gabriel Magalhães terá que passar por cirurgia e está fora do resto da temporada
-
'Tenho fé absoluta na equipe', diz Hamilton sobre a Ferrari
-
Israel lança novos bombardeios na Síria, apesar de advertências da ONU
-
Senadores dos EUA tentam limitar poder tarifário de Trump
-
Cálculos comerciais de Trump deixam economistas desconcertados
-
Maradona por vezes 'resistia' a receber atendimento médico, diz uma de suas irmãs
-
Stellantis suspende parcialmente sua produção em Canadá e México
-
Guerra comercial de Trump pode reavivar risco de inflação, alerta BCE
-
Asteroide que ameaçava atingir a Terra agora pode impactar a Lua
-
Bayer é acionada na Justiça francesa por suposto vínculo de glifosato com malformações
-
Universidade britânica fará exposição de obra roubada e recuperada de Shakespeare
-
Pelo menos 16 mortos em dois naufrágios entre Grécia e Turquia
-
Lula promete defender o Brasil das tarifas de Trump
-
Enviado especial de Putin para a cooperação econômica viaja para os EUA
-
Americano é preso na Índia por desembarcar em ilha onde vive comunidade nativa isolada
-
IA poderia impactar 40% dos empregos em todo o mundo, segundo a ONU
-
Professor soterrado por terremoto em Mianmar bebeu urina para sobreviver
-
Americano de origem latina doa obra 'extraordinária' ao Tate Modern
-
Promotoria mantém pedido de prisão para técnico do Real Madrid por fraude
-
Bangcoc recebe chefe da junta de Mianmar para cúpula regional após terremoto
-
'Quanto dos sonhos de uma mulher são realmente seus?', reflete a escritora Chimamanda Ngozi Adichie
-
Crianças de Gaza expostas ao perigo das munições que não explodiram
-
Hungria se retira do TPI coincidindo com visita de Netanyahu
-
Rubio afirma que EUA permanecerá na Otan, mas pede que países aumentem gastos em defesa

Panamá amplia por 3 dias permissão a Martinelli para sair para exílio na Nicarágua
O governo do Panamá estendeu nesta segunda-feira (31), por três dias, a permissão concedida ao ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli para viajar ao exílio na Nicarágua, depois que Manágua se negou a recebê-lo sem ter garantias de que não há uma ordem de captura da Interpol.
O magnata de 73 anos que governou o Panamá de 2009 a 2014 tinha previsto sair antes da meia-noite local desta segunda (2h da terça-feira, 1º, em Brasília), quando vencia o salvo-conduto, da embaixada da Nicarágua, onde se refugiou em 7 de fevereiro de 2024 para evitar uma pena de quase 11 anos de prisão por lavagem de dinheiro.
Quatro horas antes de expirar a permissão, o governo panamenho ampliou sua vigência até quinta-feira para superar a crise diplomática desatada com a Nicarágua. Assegurou que o alerta vermelho pedido pela juíza que condenou Martinelli "foi rechaçado por improcedência" por se tratar de um asilado.
Rosario Murillo, copresidente nicaraguense junto com seu esposo Daniel Ortega, exigiu às autoridades panamenhas garantias de que não pediram à Interpol a ordem de captura e denunciou uma possível "emboscada". "Parece uma armadilha jurídica", disse.
A polêmica veio à tona no domingo, quando a polícia do Panamá revelou que estava em trâmite "um alerta da Interpol", mas, depois, a mesma instituição e o governo assinalaram que prevalecia o salvo-conduto pela condição de asilado que lhe foi dada pela Nicarágua.
"Enquanto eles não resolverem esta incongruência, não podemos [...] aceitar o que consideramos uma emboscada" contra Martinelli e o Estado nicaraguense, afirmou Murillo.
O analista político Danilo Toro considera que a Nicarágua está usando Martinelli como "moeda de troca" para obter o apoio do Panamá em fóruns internacionais.
O presidente de Panamá, José Raúl Mulino, é amigo de Martinelli, mas se queixou do ativismo político que o asilado manteve em seu refúgio. Na quinta-feira, lhe concedeu o salvo-conduto por razões "humanitárias", para que possa tratar seus problemas de saúde, disse.
- Jacuzzi, rede e churrasco -
Nas suas redes sociais, o ex-governante e dono de uma rede de supermercados se despediu no fim de semana de seus seguidores e reiterou que é "inocente" e vítima de "perseguição política".
Foi considerado culpado em 2023 de utilizar recursos públicos para adquirir um grupo de meios de comunicação. Também é réu em um julgamento programado para novembro, pelo escândalo de propinas da construtora brasileira Odebrecht.
Quando se asilou, era favorito para ganhar um segundo mandato nas eleições de maio de 2024, mas a Justiça o tornou inelegível e ele designou Mulino, ministro de Segurança em seu governo, como candidato em seu lugar.
Da embaixada, fez campanha eleitoral a favor de Mulino, que venceu impulsionado pela popularidade de Martinelli em um setor da população, que atribui a ele o auge econômico vivido pelo país durante seus anos de governo.
Amante das polêmicas, em seu refúgio recebeu visitas constantes de políticos amigos e publicou vídeos fazendo exercícios, churrasco e recebendo atendimento de um dentista.
Suas "selfies", deitado em uma rede ou entre as bolhas de uma jacuzzi, viralizaram no Panamá. E até seu cão Bruno, que levará para a Nicarágua, viveu confortavelmente na sede diplomática, que foi ampliada e adaptada especialmente para Martinelli.
A Nicarágua, sob o governo de Daniel Ortega e sua esposa Rosario Murillo, deu refúgio nos últimos anos a vários estrangeiros acusados de corrupção, entre eles os ex-presidentes salvadorenhos Mauricio Funes – já falecido – e Salvador Sánchez Cerén.
"Os Ortega-Murillo transformaram o país em refúgio de delinquentes de terno e gravata que têm muitíssimo dinheiro para se blindarem comprando a nacionalidade nicaraguense e a proteção do regime", declarou à AFP a ex-guerrilheira nicaraguense Dora María Téllez, exilada na Espanha.
Após concluir seu mandato em 2014, Martinelli se uniu ao Parlamento Centro-Americano, apesar de ter dito que se tratava de uma "cova de ladrões" onde os ex-presidentes da região buscavam imunidade.
Em 2015, se instalou em uma vila luxuosa em Miami, até que em 2018 foi extraditado para o Panamá por um caso de espionagem política, e enviado à prisão. Mas, em 2019, passou para o regime domiciliar e acabou sendo absolvido em um novo julgamento em 2021.
Por casos de corrupção, dois de seus filhos cumpriram pena nos Estados Unidos, onde Martinelli e sua família estão proibidos de entrar.
G.Teles--PC