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Israel aumenta bombardeios em Gaza, que recebe novo carregamento de ajuda
Israel aumentou os bombardeios na Faixa de Gaza, deixando dezenas de mortos neste domingo no território palestino, que recebeu o segundo carregamento de ajuda desde o começo da guerra, gerada por um ataque do movimento islamita Hamas em solo israelense.
O Ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas afirmou que 80 pessoas morreram na mais recente onda de ataques concentrada no centro de Gaza. No necrotério do hospital de Deir al-Balah, um jornalista da AFP testemunhou muitos corpos de crianças no chão ensanguentado, onde famílias choravam enquanto identificavam parentes.
O Exército de Israel anunciou ontem um aumento dos bombardeios, em preparação para uma ofensiva terrestre contra o território estreito, onde vivem 2,4 milhões de palestinos.
A comunidade internacional teme uma escalada da guerra, iniciada em 7 de outubro entre Hamas e Israel, com a propagação para outros países do Oriente Médio. O governo do Irã alertou que a região é um "barril de pólvora".
Autoridades israelenses informaram que mais de 1.400 pessoas morreram no país desde 7 de outubro, a maioria civis e no mesmo dia da ofensiva dos combatentes do Hamas a partir da Faixa de Gaza.
Dentro de Gaza, mais de 4.600 pessoas, a maioria civis, morreram nos bombardeios israelenses incessantes, segundo o balanço atualizado divulgado neste domingo pelo Ministério da Saúde do Hamas, que controla o território palestino desde 2007.
A Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) anunciou neste domingo que 29 funcionários do órgão morreram desde 7 de outubro.
Um jornalista da AFP observou que 17 caminhões de ajuda passaram pelo posto fronteiriço de Rafah procedentes de Gaza. Outro jornalista da AFP no território apontou que 14 caminhões entraram na Faixa de Gaza.
O responsável da ONU para situações de emergência, Martin Griffiths, informou que 14 caminhões haviam chegado ao território palestino. No comboio havia veículos transportando combustível para geradores hospitalares.
Segundo a ONU, seriam necessários pelo menos 100 caminhões por dia para atender às necessidades de todos os habitantes de Gaza. Os primeiros 20 caminhões de ajuda humanitária passaram ontem pelo posto de Rafah, na fronteira com o Egito.
Os ataques aéreos de Israel destruíram bairros inteiros no enclave. A cidade de Rafah, perto da fronteira com o Egito no sul, foi um dos alvos dos bombardeios.
"Estávamos em casa dormindo, acordamos quando as janelas explodiram. Nos salvamos por milagre", disse Om Ahmad Abu Sanjar, moradora de Rafah.
Em 15 de outubro, Israel exigiu que os civis do norte da Faixa de Gaza seguissem para o sul, em busca de refúgios contra os bombardeios.
Segundo a ONU, ao menos 1,4 milhão de palestinos foram deslocados desde o início do conflito e a situação humanitária no território é "catastrófica".
De acordo com autoridades do Hamas, 165 mil residências foram atingidas pelos bombardeios de Israel, ou seja, metade das que existem na Faixa de Gaza, e 20 mil ficaram destruídas ou sem condições de uso.
- Funerais em Israel -
Após o ataque do Hamas, Israel prometeu "aniquilar" o movimento islamista palestino. Mas uma operação terrestre no enclave superpopuloso, repleto de armadilhas e túneis, representa vários riscos para as tropas de Israel, que também enfrentam combatentes do Hamas habituados à batalha na região e que mantêm mais de 200 reféns israelenses e estrangeiros sequestrados no primeiro dia da ofensiva.
Sirenes de alerta para lançamentos de foguetes no sul e centro de Israel voltaram a soar neste domingo, informou o Exército israelense. Perto de Gaza, um soldado foi morto por um foguete palestino.
A 6 km da fronteira com Gaza, o kibutz de Beeri, onde combatentes do Hamas massacraram pelo menos 100 pessoas, se prepara para mais funerais.
"Não tenho certeza se algum de nós consegue assimilar e compreender o que aconteceu", declarou Romy Gold, ex-paraquedista de 70 anos, antes dos funerais de cinco parantes.
- Tensão na fronteira com o Líbano -
As hostilidades também alcançaram a fronteira entre o norte de Israel e o sul do Líbano, com ataques recorrentes entre o Exército israelense e o grupo Hezbollah pró-Irã, aliado do Hamas. Os moradores dos dois lados abandonaram suas casas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu que o grupo libanês Hezbollah cometeria o "erro de sua vida" se decidisse entrar em guerra com o país.
"Nós atacaríamos com uma força que não podem sequer imaginar e isto seria devastador para o Estado do Líbano", declarou Netanyahu durante uma visita às tropas no norte do país.
O chefe do Pentágono, Lloyd Austin, afirmou que os Estados Unidos "não hesitarão em atuar" militarmente contra qualquer "organização" ou "país" que caia na tentação de "ampliar" o conflito.
Na Cisjordânia, outro território palestino ocupado, mais de 90 pessoas morreram desde 7 de outubro em ataques do Exército ou de colonos israelenses, segundo o ministério palestino da Saúde.
P.Serra--PC